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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Cruz de guerra

Armando Neves / Miguel Ramos *quadra-versículo*
Repertório de Berta Cardoso

Quando vieram dizer... á pobre mãe
Que seu filho tinha morrido... lá na guerra
Ela ajoelhou a tremer... sentindo bem
O desgosto mais dorido... que há na terra

Trouxeram-lhe a cruz de guerra... que seu filho
Como valente soldado... merecera
E sobre ela a mãe poisou... um olhar sem brilho
Recordando o filho amado... que perdera

A cruz de guerra pegou... como quem sente
Um reconforto divino... que sonhara
Com ternura a colocou... serenamente
No berço em que pequenino... o embalara

Pobre mãe, santa do céu.. em pleno inferno
Pôs-se a embalar o berço... e a dizer
Dorme doeme filho meu... o sono eterno
Como eterna é a mina dôr... de te perder

E a pobre mãe rematou... neste contraste
Dorme dorme o sono eterno... filho meu
Por causa da cruz de guerra... que ganhaste
Quantas mães estão chorando... como eu