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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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O pranto do poeta

José Fernandes Castro / Francisco Seabra
Repertório de Augusto Fernandes

Sempre que o poeta chora

Faz poesia com pranto;
Quando a dôr é redentora
Sempre que o poeta chora

O choro tem outro encanto

Sempre que o poeta chora / Faz poesia sentida
Faz lembrar a velha nora
A jorrar água com vida / Nesta vida enganadora

Sempre que o poeta chora / Chora por dentro dum verso
Para não se ver por fora
A dôr dum choro disperso / Numa alma sofredora

E quando o peta sente / A inspiração suprema
Tem mais brilho a sua mente
E muito naturalmente / Nasce o mais belo poema