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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Mãos aladas

Fernando Campos de Castro / Nóbrega e Sousa
Repertório de Natércia Maria

As tuas mãos amor, são como asas
Onde invento este voo sem ter fim
Numa fuga de sonho sobre as casas
Com que chego mais longe, além de mim

Ai amor alado
Amor meu fado, amor sem fim

Nelas percorro o tempo e a distãncia
Entre o querer ser hoje e regressar
Com tuas mãos amor, á minha infãncia
Donde não tenho pressa de voltar

Ai amor alado
Amor amado, amor sem par

Para matar o tempo e o desgosto
E ganharmos de novo essa alegria
Beberemos mil taças de sol-posto
Sobre um mar de silêncio e fantasia

Ai amor alado
Amor meu fado, minha alegria

Nas tuas mãos aladas de ternura
Hei-de voltar ao ponto de partida
Mas amor, só depois desta loucura
Termos chegado lá longe, além da vida

Ai amor alado

Amor amado da minha vida