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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Os belos tempo d’outrora

Fernando Teles / Popular *fado corrido serrano*
Repertório de Maria Albertina

Letra extraída do livro *Poetas do Fado Tradicional* de
Daniel Gouveia e Francisco Mendes

Os belos tempos d'outrora
São relíquias do passado
Dois impagáveis tesoiros
A guitarra mais o fado


Era na Lisboa antiga / Quinta-Feira d'Ascensão
Dia de consagração / Porque era dia de espiga
Com farnéis e sem fadiga / Assim que raiava a aurora
Toda a gente, campos fora / Procurava a sombra amena
Ai que saudades, que pena
Dos belos tempos d'outrora

As noites tradicionais / De todos os nossos santos
Eram motivos de tantos / Ranchos, bailes, festivais
Os círios e os arraiais / Rabicha, senhor roubado
Atalaia, sol doirado / Como tudo isso era lindo
Estas coisas, tempo findo
São relíquias do passado

E nas vésperas de toirada / Nos retiros, que alegria
Até a nobreza se via / Pelas mesas abancada
Cantava-se à desgarrada / Até à vinda dos toiros
Cobriram-se assim de loiros / Entre a fadistagem vária
A Severa e a Cesária
Dois impagáveis tesoiros

Fidalgos, boémios, artistas / E toureiros elegantes
Tinham por suas amantes / As cantadeiras bairristas
Nesse tempo de fadistas / E do Colete Encarnado,
Só nos resta por sagrado / Penhor bem nacional
Dois filhos de Portugal
A guitarra mais o fado