- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.525 LETRAS PUBLICADAS <> 2.552.800 VISITAS < > AGOSTO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Os belos tempo d’outrora

Fernando Teles / Popular *fado corrido serrano*
Repertório de Maria Albertina

Letra extraída do livro *Poetas do Fado Tradicional* de
Daniel Gouveia e Francisco Mendes

Os belos tempos d'outrora
São relíquias do passado
Dois impagáveis tesoiros
A guitarra mais o fado


Era na Lisboa antiga / Quinta-Feira d'Ascensão
Dia de consagração / Porque era dia de espiga
Com farnéis e sem fadiga / Assim que raiava a aurora
Toda a gente, campos fora / Procurava a sombra amena
Ai que saudades, que pena
Dos belos tempos d'outrora

As noites tradicionais / De todos os nossos santos
Eram motivos de tantos / Ranchos, bailes, festivais
Os círios e os arraiais / Rabicha, senhor roubado
Atalaia, sol doirado / Como tudo isso era lindo
Estas coisas, tempo findo
São relíquias do passado

E nas vésperas de toirada / Nos retiros, que alegria
Até a nobreza se via / Pelas mesas abancada
Cantava-se à desgarrada / Até à vinda dos toiros
Cobriram-se assim de loiros / Entre a fadistagem vária
A Severa e a Cesária
Dois impagáveis tesoiros

Fidalgos, boémios, artistas / E toureiros elegantes
Tinham por suas amantes / As cantadeiras bairristas
Nesse tempo de fadistas / E do Colete Encarnado,
Só nos resta por sagrado / Penhor bem nacional
Dois filhos de Portugal
A guitarra mais o fado