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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Monólogo da saudade

Joana Cota / Carlos da Maia (6as)
Repertório de Joana Cota

Saudade palavra tão minha
Quando me sinto sozinha
Na solidão de quem sou
Saudade é uma avezinha
Negra como a andorinha
Que no meu peito pousou

A saudade ficou gravada
Na respetiva morada
De quem saudades deixou
Em seu lugar ficou a sombra
Que em anelos se arredonda
No amor de quem ficou

Palavra tão portuguesa
Que ao meu fado dá tristeza
E o desenlaça sem fim
Traz-me o leve respirar
Por em lágrimas falar
Da saudade que há em mim