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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado do Minho

Ary dos Santos / Mário Moniz Pereira
Repertório de Carlos do Carmo

Ai Minho verde, ai minha água, ai alto Minho
Minho da minha mágoa no meu caminho
Ai Minho sede que és o meu pão e és o meu vinho
Ai flor de Portugal com pés de linho

Minho bordado com linha pura a ponto aberto da ansiedade
Minho lavado p’la amargura que já deixou de ter saudade
Ai Minho festa do rosmaninho e da giesta
Ai onde Portugal teve o seu ninho

Vira a tristeza em riso aberto
Vira a saudade em poesia
E vira o nome dessa linda romaria
Quando o regresso estiver certo
Minha Senhara da Agonia
Hás-de virar Nossa Senhora da Alegria

Minho dobrado como um salgeiro, Minho magoado
Ai minha voz de Bernardim Primeiro
Ai Minho Lima que és vindima dum povo inteiro
Ai Minho dos maus olhos, meu ribeiro

Minho emigrado, Minho distante mas sempre pai de cada filho
Arroz molhado, nunca bastante, caldinho verde, broa de milho
Minho grilhão, Minho arrecada bendito pão
De quem pôde voltar é terra amada