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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado intervenção

João Gigante Ferreira / Tino Flores
Repertório de Helena Sarmento

São de fome e de marfim
Estes olhos moribundos
Uma terra e tantos mundos
No mundo que existe em mim

Deitados no pó da morte / Sem ter Deus por companhia
Sempre noite em pleno dia / Este-oeste, sul ou norte

É da guerra que te canto / E da fome que há no mundo
É deste sofrer profundo / Que do mártir faz um santo

Santo inútil e gelado / As botas marchando a par
Eco de armas de matar / Com sangue, escrevendo fado

Se canto do coração / Um sofrer habituado
Dizem que é pequeno o fado / O fado do coração

Eu também existo em mim / Se morro também sou eu
E a morte é sempre um breu / Sem asas de Serafim

Que cante um fado de guerra / Que cante o do coração
É sempre de intervenção / Se a voz me sabe a terra