- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.555 LETRAS PUBLICADAS <> 2.603.800 VISITAS < > OUTUBRO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mulher-mágoa

Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes
Repertório de Maria Armanda 

Ando na rua da noite / Bebo vinho de saudade
Cada esquina é um açoite / Fustigando a claridade
Vou de noite pela noite / De uma vida sem idade
Não há corpo onde me acoite / Não há casas na cidade


Vou de noite pelo ventre / De ruas mal assombradas
Levo uma alma doente / Nas minhas mãos desfasadas

Vou de noite pela noite / De uma vida sem idade
No há corpo onde me acoite / Não há casa na cidade
No rio vejo um navio / Rumando rumo à infância
Tenho frio, tenho frio / Morro do mal da distância


Corro as ruas da vida / Sempre à procura de mim
Mas ela não tem piedade / E nunca mais chego ao fim

Ando na rua da vida / Bebo sumo de tristeza
Deitando contas à vida / Sinto apenas a pobreza
Ando na rua da vida / Bebo sumo de tristeza
Quem andar assim perdida / Não se encontra concerteza

Vou de noite pelo ventre / De ruas mal assombradas
Levo uma alma doente / Nas minhas mãos desfasadas

Na cama só vejo lama / Na rua só piso água
Quem me fala, quem me chama / O nome de mulher-mágoa
Corro as ruas da cidade / Sempre à procura de mim 
Mas ela não tem piedade / E nunca mais chego ao fim