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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Poema sem nome

Augusto Gil / Luis Pedro Fonseca
Repertório de Cristina Nóbrega

Na ronda das quimeras é meu par
Alguém que se parece intensamente
Na maneira de olhar, ao teu olhar;
É no resto, porém, tão diferente
Como a luz das estrelas o é do luar
Ou como o luar, do sol resplandescente

A águia, contam, p'ra poder ganhar
A enorme altura a que só as águias vão
Procura uma eminência em que agitar
As asas que a sustentam na amplidão

Sucede assim também ao coração
Se reparando em mim, te dá contento
Vê nos olhos sempre, os teus pregados
Não fica lá pregado o sentimento

Esse anda por espaços constelares
Seguindo a vaga forma, o rosto brando
Do que há-de redimir os meus cuidados

Esse anda lá por fora entre-sonhando
A alma a que esta alma corresponde
E que hei-de achar na vida, não sei quando
Na vida, não sei quando, nem sei onde