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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Janela para o mar

Eduardo Pinto Basto / José Fontes Rocha
Repertório de João Braga

Como se o mar se exprimisse, fui à janela e disse
Disse ao mar de tempestade
Disse ao mar de calmaria, ao horizonte sem fim
Disse a palavra alegria
A este mar que há em mim

Como se fosse infinito, disse, à janela, um grito
Disse ao mar toda a verdade
Feita de ondas e espuma, de ventos, sal e areias
Não és mar, coisa nenhuma
Senão mar nas minhas veias

O mar que já sei de cor, parece à noite maior
Um grande mar de saudade

Onde este vento que solta o mar e a caravela
Traz a alegria de volta
Ao mar da minha janela