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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado balada

Silva Tavares / Alfredo Duarte
Repertório de Alfredo Marceneiro

Conta uma linda balada
Que o rei, dum reino sem par
Vendo morta a sua amada
Quis o seu seio moldar

E por molde, modelada / Depois de gasto um tesoiro
Nasceu a graça encantada / Duma taça toda d'oiro

Quando por ela bebia / Morto por se embriagar
Saudoso, triste sorria / Com vontade de chorar

Certa noite imaculada / À luz do luar divino
Deixou a corte pasmada / E fez-se ao mar sem destino

No mar ansiando a graça / De com a morta se juntar
Bebeu veneno p'la taça / E atirou a taça ao mar

Ao seu seio não há nada / Que se possa igualar
Nem a taça da balada / Que jaz no fundo do mar