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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado do cartaz


Manuel de Andrade / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Joana Amendoeira

Numa tasca bem castiça
De paredes de caliça
Um cartaz se destacava
Foi uma grande toirada
Disse da mesa avinhada
Um campino que ali estava

De manhã o sol nascia
E já ao longe se ouvia / Os foguetes a estalar
Veio a tarde sorridente
Foi aos toiros toda a gente / Estava a praça a abarrotar

O Simão, alegre e vivo
Cravou seis ferros ao estribo / Num toiro dos de Bandeira
Mascarenhas, meia praça
Pega com a fina graça / Desse Marquês de Fronteira

Depois, o mestre João
Arrancou grande ovação / Com o seu novo tourear
E num toiro de Salgueiro
Foi Ricardo, o cernelheiro / Jorge Duque a rabejar

Quando o campino acabou
Toda a gente reparou / Que estava quase a chorar
Ficou na tasca castiça
Destacado entre a caliça / Um cartaz p’ra recordar