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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Devagar, devagarinho

Letra e música de: Manuel Bobone
Repertório de António Pinto Basto

Devagar, conta-me a história

Resumida, dilatada
Tremenda de bem contada

Devagar, mas de memória

Devagar, que tenho medo / Do fundo do mar em mim
Da sombra do meu segredo / Do princípio e não do fim

Devagar, tira do tempo / A medida singular
Que pôe asas no vento / Que faz o tempo passar

Devagar, tão devagar / Qe eu não veja, não transponha
Abismos no teu olhar / De verdade, ou de vergonha

Devagar, lembra-me o dia / Do princípio ou fim, que importa
Da gorada fantasia / Que antes de nada, era morta

Devagar, senta-se á mesa / Do dono do universo
Mata fontes de incerteza / Dá-me um beijo, faz-me um verso

Devagar, conta-me um conto / Repetido ou inventado
Tremendo de bem contado / Devagar, ponto por ponto

Devagar foge de mim / Marca pedras no caminho
Não corras, vai sempre assim / Devagar, devagarinho