Tributo de Mário Raínho a Fernando Maurício
Mouraria, Lisboa, 21 de Novembro de 1933 - Lisboa, 15 de Julho de 2003
Mouraria, Lisboa, 21 de Novembro de 1933 - Lisboa, 15 de Julho de 2003
Partir pra não mais tornar
Ao mesmo ponto, ao lugar
Banco ...da nossa amizade
Perdoa, não entendi
Deixares-me ficar aqui
De olhar lavado em saudade
Nem um aceno furtivo
A quem ficou menos vivo / Por ficar sem ti, amigo
Condenado à solidão
Tendo apenas a ambição / Dum dia ir ter contigo
Desejar o teu regresso
Da lucidez é o inverso / Mas doem-me as horas tanto
Pois as lembranças de nós
Dos meus versos, tua voz / São um fado que não canto
Quando eu partir, te encontrar
Quero comigo levar / Da Mouraria, teu vício
Cheiros pró teu coração
Da rua do Capelão / E mais um fado, Maurício