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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Estátua falsa

Mário de Sá Carneiro / Armando Machado *fado súplica*

Só de ouro falso os meus olhos se douram
Sou esfinge sem mistério no poente
A tristeza das coisas que não foram
Na minh’alma desceu veladamente

Na minha dôr quebram-se espadas de ânsia
Gomos de luz em trevas se misturam
As sombras que eu dinamo não perduram
Como ontem, para mim, hoje é distãncia

Já não estremeço em face do segredo
Nada me aloira, já nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra
E nem sequer um arrepio de medo

Sou estrela ébria que perdeu os céus
Sereia louca que deixou o mar
Sou templo prestes a ruír sem Deus
Estátua falsa ainda erguida no ar