Repertório de António Pelarigo (ao vivo)
Este poema foi escrito para a gala da SPA
em 1995, por ocasião dos seus 70 anos
Vou celebrar as palavras
Num festejo de poesia
Sem rimas que sejam escravas
Em versos de fantasia
Vou arrancar à gaveta
Da memória dos poetas
Este gosto, Lisboeta
Por palavras inquietas
Vou celebrar as palavras
Num fado, só, de cantar
Que as palavras em festejo
Não devem ser pra chorar
Às expressões do dia a dia
Queimo incenso e ervas bravas
No altar da poesia
Vou celebrar as palavras
Vou celebrar o poema
Em pedra de ara sagrada
Glorificar, neste tema
A palavra ao ser cantada
À comunhão dos poetas
Ergo o cálice do verso
Sem cerimónias secretas
Que o poema é universo
Vou celebrar as palavras
Num festejo de poesia
Sem rimas que sejam escravas
Em versos de fantasia
Vou arrancar à gaveta
Da memória dos poetas
Este gosto, Lisboeta
Por palavras inquietas
Vou celebrar as palavras
Num fado, só, de cantar
Que as palavras em festejo
Não devem ser pra chorar
Às expressões do dia a dia
Queimo incenso e ervas bravas
No altar da poesia
Vou celebrar as palavras
Vou celebrar o poema
Em pedra de ara sagrada
Glorificar, neste tema
A palavra ao ser cantada
À comunhão dos poetas
Ergo o cálice do verso
Sem cerimónias secretas
Que o poema é universo