- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.555 LETRAS PUBLICADAS <> 2.603.800 VISITAS < > OUTUBRO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se há flores na primavera

António Calém / Francisco José Marques *fado zé negro*
Repertório de Maria Valejo

Eu já nada sei de mim
Se sou flor ou jardim
Ou sou um lago sem margem
Nem sei o lado do vento
Sei que o sonho é pensamento
E o pensamento é miragem

O que sei é divagar
Sei que o fim não é chegar
E o chegar é uma espera
À noite pelas vielas
Pergunto ao céu se há estrelas
Ou se há flores na primavera

Visto gestos que me cansam
Oiço vozes que me lançam
Num desespero sem fim
Sei de ti, de mais ninguém
Mas haverá mais alguém
Se eu própria nem sei de mim