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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado notário

Letra e música: Pedro da Silva Martins
Intérprete: Os Deolinda


Eis aqui um inventário
Do meu caso com o notário
Esse tal que um dia amei
Entre arquivos e armários
Era ele o usuário
De uma coisa que eu cá sei

E era um amor sem recibos
Sem selos nem carimbos / Que eu lhe fui solicitar
Mas o notário funcionário
Negou o amor arbitrário / De que eu era titular

Vi a vida num calvário
Entre tanto formulário / Modelo e declaração
Rigoroso notário
Mais o seu vocabulário / Contornavam a questão

Que o amor que eu lhe pedia
A lei não mo consentia / O destino também não
Só um amor a recibos
Com dois selos e um carimbo / Tinha a sua aprovação

O seu fulgor era precário
Periódico e sumário / Deixei a reclamação
Ele e um jovem estagiário
Em horário extraordinário / Iam estudar a situação

Mas um dia vi o cenário
Estagiário e notário / Numa coisa que eu nem sei
Foi com dois selos e um carimbo
Bem assentes no focinho / Que este amor eu anulei