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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Pelo tempo das cerejas

Poema de Mário Raínho em homenagem á Diva

Com que voz, Alma gentil
Te chorar em despedida
Minha Gaivota de o'Neil
De
Estranha forma de vida

Barco negro que hoje abraça / O cais vazio de ti
Trova do vento que passa / Disse-te adeus e morri

Amália, Asas fechadas / Como nos mata este frio
Num choro de águas geladas / Povo que lavas no rio


Amália de todos nós / Conta a Deus quanto desejas
Renascer em alma e voz / Pelo tempo das cerejas


Teu xaile, outrora no chão / Estende-se á noite p'los céus
Cansaço ou Libertação / Foi por vontade de Deus

Numa Prece entrego á lua / Esta Lágrima em segredo
Pois o sol da tua rua / Deita-se agora mais cedo

Boa nova, Ai Mouraia / Canta essa
Rosa tirana
Que por ti em romaria / Havemos de ir a Viana

Vou dar de beber á dôr / Numa taça de ternura
Amêndoa amarga, licor / Ó meu limão de amargura