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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fado dos Açores

Ary dos Santos / Carlos Alberto Moniz
Repertório de Carlos do Carmo

Já nascem as belas-donas, já estão
Na cinza dos meus cabelos, outono
Chove dentro do meu coração
Cerrado, que não tem dono

Cerrado, qua não tem dono, outono
Coração pedra queimada, marcada
Por tantas noites sem sono
Á espera da madrugada

Tirando as aspas dos olhos
Do grande mar da minha distância
As aspas dos ananases
São as espadas da minha infância

São as ilhas dos Açores
A ilha dos meus amores
E o azul a que pertences
O azul dos olhos, a côr das hortenses

Lonjura da minha ilha presente
Na dôr de uma rosa emigrada, resiste
Lava lavando a alma da gente
Vulcão dum homem triste

Vulcão duma ilha deserta de mim
Desde que foste naquele vapor
Menina do mar sem fim
Cercada por água amor