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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Soneto da separação

Vinicius de Moraes / Custódio Castelo
Repertório de Cristina Branco

De repente, do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas, fez-se a espuma
E das mãos espalmadas, fez-se o espanto

De repente, da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel, fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se tiste o que se fez amante
E de sózinho o que se fez contente

Fez-se do amigo, próximo, o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente