António Botto / Luís Pedro Fonseca
Repertório de Cristina Nóbrega
Cantar...
Não há ninguém que não cante
Mesmo em silêncio, ninguém
E às vezes a gente canta sem vontade, sem prazer
Apenas para mostrar que a vida sem esse além
Não tem uma razão de ser
Cantar...
Para dissuadir os venenos do ciúme
Ou para ficarmos sós com a nossa consciência
É sempre som que se espalha e fica na eternidade
Esse momento vivido nas sombras de uma saudade
Há sempre a visão amarga de um coração iludido
Cantar..resumo liberto
De tudo o que anda a viver
E o mundo cabe inteirinho numa nota musical
Que se escapa da garganta de quem canta o que souber