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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Miúdo da rua

Jorge Ataíde
Repertório de Cidália Moreira

Calção roto, camisa suja
Olhar maroto e fugindo á rusga
Rouba o que vê e o que pode tirar
Não escreve, não lê, não sabe chorar

Miúdo da rua sem eira nem beira
Com tecto de lua, sem cama nem esteira

Miúdo da rua, nascido do vento
Verdade tão nua, produto do tempo

Andar traquina, descalço e só
Senta-se á esquina, até mete dó
Não tem o carinho dum pai, duma mãe
Bebe copos de vinho e sente-se alguém

Coragem não falta pro mundo encarar
Corre e salta sem nunca parar
O dia que vem vai-se repetir
Não sonha não tem direito a sorrir