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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Arrumado no sotão

Manuel Carvalho / Samuel Cabral
Repertório de António Passos

Eras sonho adormecido
Que há muito tempo guardava
No sotão das ilusões
Um fado quase esquecido
Que eu há muito não cantava
Nas minhas recordações

Mas quando ontem te vi
Eu pude rever também / Quanto o amor pode durar
Foi então que compreendi
Que há feridas que um homem tem / Que levam tempo a curar

Tu és sonho do passado
Que vou de vez qualquer dia / No meu sotão arrumar
Poema lindo dum fado
Em soberba melodia / Mas que outro anda a cantar