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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Foi na velha Mouraria

Fernando Teles / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Alfredo Marceneiro


Foi na velha Mouraria
De ruas tristes, escuras
Bairro antigo de mistério
Que sorrindo de alegria
Ou chorando desventuras
Teve o fado o seu império

Quando passo à Mouraria
Em noite de chuva e vento / Que é quando a tristeza impera
Todo o meu sangue se esfria
Se penso no sofrimento / Do Custódio p'la Severa

É que esse pobre aleijado
Tendo no peito a fibra / Da raça sentimental
Era por ela mandado
Tinha de ir beijar a mão / Ao fidalgo, seu rival

Dos seus lábios sensuais
Um beijo voluptuoso / Nunca o Custódio acolheu
Por isso, ele sofreu mais
Do que o próprio Vimioso / Quando a Severa morreu