FADO... Património Imaterial e Cultural da Humanidade *27-11-2011*

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Da morte não espero nada

Letra e musica de Amélia Muge
Repertório de Ana Laíns


Não sei se parta se fique / Da morte não espero nada
Vou mas é fazer-me á estrada
Andar c’oa vida ao despique / E sobretudo no Entrudo
Manter a cara lavada / A cantar á desgarrada
A cavalo numa espiga / Se assim quiser a cantiga

E bailar e fazer pose / No prato do arroz doce
P’ra alegrar a amadrugada
Vou mas é fazer-me á estrada / Da morte não espero nada

Não sei se entenderam bem / Não é uma brincadeira
A história, se é verdadeira / Dá sempre aquilo que tem
A fantasia escondida / De qualquer coisa perdida
Não sei se fico, se vou / Eu já nem sei onde estou

Com tanta hora de estrada / Eu já nem sei estar parada
E se oiço um assobio / Continuo, mas sorrio
Vou mas é fazer-me á estrada / Da morte não espero nada

Não sei quem veio acudir / Ouço contar uma história
Com voz de pai ou de mãe / Ao pé de mim está alguém
E nunca é a fingir / Quando estou quase a dormir
Chegado o tempo das magas / Com as luzes apagadas

Eu olho o mundo daqui / E que lindo que ele é
E ao vê-lo eu sinto até / Que já morria por ti
Vou mas é fazer-me á estrada / Da morte não espero nada