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Zé do bote

João Dias / Mário Moniz Pereira
Repertório de Carlos do Carmo 

Zé do bote, Zé do bote
Tu que conheces o rio
Na calma e no desvario

Como as tuas próprias mãos
Diz-me lá, ó Zé do bote

Quantas ondas tem a sorte
Quantas dores tem um pão

Quantos sustos tem a morte 

Ó Zé do bote no trabalho pedes meças
Desde migalho de gente s
e o pão é duro e salgado
Não encalhes o teu bote n
o areal das promessas
Pois, Zé do bote, q
uem o teu rio não sente
Não pode estar do teu lado; puxa as redes com cuidado

Zé do bote, Zé do bote 

Não aprendeste nos livros
A manejar as palavras
Dos que te evndem o peixe

E o sangue quente e vivo
Mas sabes do rio que lavras

Na quilha do teu arado
Teu corpo útil não deixes

Ser na lota arrematado