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Três tabuletas

Henrique Rego / Popular *fado das horas*
Repertório de Alfredo Marceneiro

De ferro três tabuletas
Todas três números seguidos
Dizem: eternas moradas
Desses três na morte unidos

Vindos do espaço sibério / Os ventos fortes, agrestes
Açoitavam os ciprestes / Do pequena cemitério
Envolta em denso mistério / Mais triste que as violetas
Uma pobre em vestes pretas / Parou junto dos covais
Que só tinham por sinais / De ferro, três tabuletas

Interrogou o coveiro / Se em certo dia atrasado
Ali tinha sepultado/ Um famoso cavaleiro
Respondeu-lhe o triste obreiro / Com modos desiludidos
Foram três desconhecidos / Que eu nesse dia enterrei
E as jazigas numerei / Todas três numeros seguidos

E a pobre, louca de dor / Chorando silenciosa
É qual mater dolorosa / Junto à cruz do redentor
Com carinho e com amor / Olha as campas desprezadas
E às placas levantadas / Interroga-as mudamente
Mas três chapas, somente / Dizem: eternas moradas

Sem saber qual sepultura / Pertence ao seu filho amado
Olhar triste e magoado / Beija a terra negra e dura
Inundada de ternura / Em torturantes gemidos
Com gestos por Deus ungidos / Repartiu as flores suas
P’las campas rasas e nuas / Desses três na morte unidos