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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.515 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Do amor e da saudade

Carlos Conde / Henrique Lourenço *fado cigano*
Repertório de Maria Amélia Proença

É sempre, tristonha e ingrata
Que se torna a despedida
Por quem temos amizade
Mas se a saudade nos mata
Eu quero ter muita vida
Para morrer de saudade

A saudade é um queixa
Que se parte e se reparte / Porque fere e mortifica
Mas é ela que nos deixa
Sentir a dor de quem parte / E a tristeza de quem fica

A saudade aviva mais
É um riso a soluçar / É um soluço a sorrir
Lágrima que anda no cais
Na esperança de ver chegar / Quem um dia viu partir

Sei que é tristonha e ingrata
Para a alma dolorida / Que se afoga na ansiedade
Mas se a saudade nos mata
Eu quero ter muita vida / Para morrer de saudade