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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.575 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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A cinza nunca está morta

Maria de Jesus Facco Viana / José Bacalhau *fado bacalhau*
Repertório de Vicente da Câmara

A cinza nunca está morta
Resta sempre uma centelha
Do lume que se apagou
Como a quem tudo suporta
Mesmo já depois de velha
Alguma vida ficou

Quantas vezes o ciúme
Surge tão forte e tão tarde / Verdadeiro e apaixonado
Na cinza renasce o lume
Quem julga que ela não arde / È louco e fica queimado

Todo o mistério tem vida
Toda a morte è aparente / E tudo a cinza retém
Cinza sagrada ungida
Na fronte de toda a gente / 
Que aceita não ser ninguém