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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.530 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Amor de cabelos brancos

António Sala / Eduardo Olímpio
Repertório de Maria Dilar 


Estão sempre no jardim à beira cais
Um búzio de ternura em cada olhar
E à volta saltam putos e pardais
Eles saltam, a saudade a recordar 


Ele veste-lhe o casaco aconchegado
Ela pôe-lhe o cahecol num doce jeito 
Vão de braço dado, lado a lado 
Baloiçando o amor de encontro ao peito; 
Quem toda a vida amou, nunca envelhece 
São jovens estes velhos do jardim 
Amor, é este amor que permanece 
Desde o primeiro beijo até ao fim 

Dos filhos que tiveram, têm netos
Os netos, nova infãncia renascida
São dois velhos que se abrigam na ternura
E que tecem com ternura toda a vida