... encontrará neste blogue letras de algumas cancões intemporais ... porquê?

... porque nem só de fado vive a alma da poesia portuguesa ...

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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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Deixamos de ser brinquedo

Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.


A amizade que de pequenos
Enlaçava as nossas vidas
Tive que pô-la no cesto velho
Das ideias esquecidas

E fez-me pena, era pura, inocente
E era franca como é a luz que o sol produz

Na neve branca também notaste
Que no beijo que trocámos certo dia
Houve o sabor de coisas novas
Que nos outros não havia

Naquele beijo vi que o desejo
A nós ambos dominou
E no meu peito de coisas estranhas
Eu nem sei que se passou

O afecto puro que dia a dia
Nossas vidas, sempre unir
Chamar-lhe puro para o futuro, era mentira

Eu bem senti
Que esse beijo nos traçara um outro rumo
A amizade foi-se apagando
E perdeu-se como o fumo

Deixámos de ser brinquedo um do outro
É a verdade
E toda a nossa amizade
Que começara tão cedo
Ficou doente no beijo daquele dia
Depois
Foi morrendo no desejo
Do amor de nós os dois