Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO apadrinhado pelo mestre RODRIGO

*CLIQUE e OIÇA*
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores dos temas aqui apresentados.
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Ai Silvina, Silvininha

António Gedeão / Alain Oulman
Repertório de Camané
                                                                                     
Lindos olhos tem Silvina 
Lindas mãos Silvina tem
E a cintura da Silvina 
É fina como o azevém
Em Silvina tudo exala 
Um cheiro de coisa fina
Mas o que a nada se iguala 
É a fala da Silvina

Porque não cantas Silvina 
Se a tua voz é tão doce
Talvez cantada que fosse 
Mais doce que a glicerina;
Não me apetece cantar 
E muito menos p’ra ti
Eu sou nova, tu és velho 
Já não és homem p’ra mim

Não me tentes Silvininha 
Que eu já não te olho a direito
Sou como o ladrão escondido 
Na azinhaga do teu peito
A azinhaga do meu peito 
Corre entre duas colinas
E o ladrão do meu amor 
Tem pé leve e pernas finas

Canta, canta Silvininha 
Como se fosse para mim
Dar-te-ei um lençol de estrelas 
E uma enxerga de alecrim;
Deixa o teu corpo estendido 
À terra que o há-de comer
A tua cama é de pinho 
Teus lençóis de entristecer

Canta, canta Silvininha 
Uma canção só p’ra mim
Dar-te-ei um escorpião de oiro 
E um aguilhão de marfim
Não quero o teu escorpião 
Nem de oiro nem de prata
Quero o meu amor trigueiro 
Que é firme e não se desata

Pois não cantes Silvininha
Se é essa a tua vontade
Canto eu mesmo assim velho 
Que o cantar não tem idade;
Hás-de tu ser morta e fria 
Sem anos se passarão
Já de ti ninguém se lembra 
Nem de quem te pôs a mão;
Mas sempre há-de haver quem canta
Os versos desta canção
Ai Silvina, ai Silvininha
Amor do meu coração