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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Carta de um soldado

José Galhardo / Raúl Ferrão
Repertório de Max

No livro *Poetas do Fado Cancão* de Daniel Gouveia e Francisco Mendes
esta letra é atribuída a Frederico de Brito

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Minha Maria, vou-te à carta responder
Ai, que alegria que tu me deste em me escrever

Sinto um engulho aqui, por ser amado
E um grande orgulho por estar longe e ser soldado

Andam-me em Guerra três amores, sabes que mais?
P’la minha terra, p’lo meu bem e p’los meus pais

Quando fores p’ra rezar
Meu amor sem ter fim
Se te der p’ra lembrar
Pede à Virgem por mim
Meu dever tem-me aqui
Qu’ria ver-te outra vez
Mas não volto p’ra ti
Porque sou português


Adeus, Maria, esta carta vou fechar
E até um dia eu te abrace e volte ao lar

Fala dos teus também, que p’lo meu lado
Eu estou bem graçasa Deus, muito obrigado

Adeus, cachopa, meu end’reço é sempre igual
Manel da Tropa, Batalhões de Portugal
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Versão Original
Carta do Soldado [carta soldado rocha]
Criação de Irene Isidro, travestida de soldado, na revista
*A Marcha de Lisboa* Estreia no Teatro Apolo, 1941


Minha Maria, vou-te à carta arresponder
Ai, que alegria que me deste em me escrever!

Sinto um orgulho aqui, por ser amado
E um grande orgulho por ‘star longe e ser soldado

Andam-me em guerra três amores, sabes que mais?
P’la minha terra, p’lo meu bem e p’los meus pais!

Quando fores a rezar
Meu amor sem ter fim
Se te der p’ra alembrar
Pede à Virgem por mim
Meu dever tem-me aqui
Qu’ria ver-te outra vez
Mas não volto p’ra ti
Porque sou português

Adeus, Maria, que esta carta vou fechar
E até um dia que eu te abrace e volte ao lar

Fala dos teus, da mãe, que, p’lo meu lado
Graças a Deus, eu fico bem, muito obrigado!

Adeus, cachopa, meu end’reço é sempre igual:
Manel da Tropa, Btalhões de Portugal

Mais um fado patriótico, ao gosto da época, por isso muito datado e por isso caído em desuso.
Hoje não seria entendido como o êxito que foi. 
No entanto, à data da sua criação, estava-se em plena II Guerra Mundial, 1939-45. 
Portugal não entrou nela, mas em 1941 ainda não se sabia como as coisas iriam acabar. 
O Japão tinha invadido Timor-Leste, pelo que a neutralidade de Portugal poderia 
terminar a qualquer momento.