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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Viagem em tom de fado

António Lúcio Coutinho Vieira / Paco Bandeira
Repertório de António Mourão

O fado andou no cais e sabe a espuma
O fado andou nas naus e cheira a mar
O fado é um país, o fado é uma garganta
O fado é uma bandeira popular

O fado canta a fé e a desgraça
E traz a voz do sangue a latejar
Que o fado não é só aquilo que se canta
Também é a dôr que ficou por cantar

Assim cantando o fado, canto a gente
Por isso o fado é livre como o vento
No fado, a voz do povo está presente
Em versos de esperança e de lamento;
Eternamente em movimento

Olhai, o fado é sol, é noite escura
É vinho e pão e carta por escrever
O fado é uma prece de água pura
É um fogo sempre eterno, sempre a arder;

Que nos faz entender... e faz viver