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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Cantiga de Maio

Joaquim Pessoa / Carlos Mendes
Repertório de Carlos do Carmo

Trago dentro da garganta / As letras do teu nome
Quando um homem se levanta / Grita fúria em vez de fome

Só a força das palavras / Fez do medo esta verdade
Quando é teu o chão que lavras / O arado é liberdade

Meu país vontade corcel de saudade vencida
Meu povo em viagem ganhando a coragem perdida
Meu trigo meu canto meu maio de espanto doendo
Meu abril tão cedo tão tarde meu medo morrendo
Meu amor ausente meu beijo por dentro queimado
Num tempo tão lento tardamos no vento até quando
Até quando?

Trago as palavras desertas / Na canção que eu inventei
E nas duas mãos abertas / Estas veias que rasguei

Por isso o meu sangue corre / Na seiva da primavera
Sou um homem que não morre / Sou um povo que não espera