HOMENAGEM AO POETA
Ary dos Santos / Fernando Tordo
Interpretada por Fernando Tordo no Festival da RTP de 1973 – 1°lugar
Não importa sol ou sombra, camarotes ou barreiras
Toureamos ombro a ombro as feras
Ninguém nos leva ao engano, ttoureamos mano a mano
Só nos podem causar dano, esperas
Entram guizos chocas e capotes e mantilhas pretas
Entram espadas chifres e derrotes e alguns poetas
Entram bravos cravos e dichotes porque tudo o mais são tretas
Entram vacas depois dos forcados que não pegam nada
Soam brados e olés dos nabos que não pagam nada
E só ficam os peões de brega, cuja profissão não pega
Com bandarilhas de esperança afugentamos a fera
Estamos na praça da Primavera
Nós vamos pegar o mundo pelos cornos da desgraça
E fazermos da tristeza, graça
Entram velhas doidas e turistas, eentram excursões
Entram benefícios e cronistas, entram aldrabões
Entram marialvas e coristas, entram galifões de crista
Entram cavaleiros à garupa do seu heroísmo
Entra aquela música maluca do passodoblismo
Entra a aficionada e a caduca, mais o snobismo... e cismo
Entram empresários moralistas, entram frustrações
Entram antiquários e fadistas e contradições
E entra muito dólar muita gente, que dá lucro as milhões
E diz o inteligente
Que acabaram as canções