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Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Emboscadas

Letra e música de Sérgio Godinho
Repertório de Camané

Foste como quem me armasse uma emboscada
Ao sentir-me desatento dando aquilo em que me dei
Foste como quem me urdisse uma cilada
Vi-me com tão pouca coisa depois do que tanto amei

Resgatei o teu sorriso
Quatro vezes foi preciso / Por não precisares de mim
E depois, quando dormias
Fiz de conta que fugias / E que eu não ficava assim
Nesta dor em que me vejo
 De nos ver quase no fim

Foste como quem lançasse as armadilhas
Que se lançam aos amantes quando amar foi coisa em vão
Foste como quem vestisse as mascarilhas
Dos embustes que se tramam ao cair da escuridão

Resgatei o teu carinho
Quatro vezes fiz o ninho / Num beiral do teu jardim
E depois, já em cuidado
Vi no espelho do passado / A tua imagem de mim
E esta dor em que me vejo
De nos ver quase no fim

Foste como quem cumprisse uma vingança
Que guardavas às escuras esperando a sua vez
Foste como quem me desse uma bonança
Fraquejando à tempestade de tão frágil que se fez

Resgatei o teu ciúme
Quatro vezes deitei lume / Ao teu corpo de marfim:
E depois, como uma espada
Pousei na terra queimada / O meu ramo de alecrim
E esta dor em que me vejo
De nos ver quase no fim

Foste como quem me armasse – uma emboscada
Foste como quem me urdisse - uma cilada