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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Cantigas ás serranas

Baltazar Estaço / Custódio Castelo
Repertório de Cristina Branco

Donde vem Rodrigo, donde vem Gonçalo
De sachar o milho, de mondar o prado
Seja diligente quem amor semeia
Que quem não granjeia não colhe semente

Semeou Rodrigo, semeou Gonçalo
Haverão do milho se mondam o prato;
Quem de amor se perde no tempo de verde
Não colhe o que perde entre erva que cresce

Por isso Rodrigo, por isso Gonçalo
Vão sachar o milho, vão mondar o prado
Amor que aproveita, se antes de gradar
Cresce em seu lugar, ciúme e suspeita

Triste de Rodrigo, triste de Gonçalo
Mal por seu cuidado
Se não sacha o milho, se não monda o prado

Amor que ficou em terra deserta
Colhe quem acerta, não quem semeou
Sememeou Rodrigo, semeou Gonçalo
Para haverem milho, cumpre haver cuidado

Em terra mimosa ninguém faça escolha
Vai-se o grão na folha de muito viçosa
Gonçalo e Rodrigo, cumpre ser lembrado
De sachar o milho, de mondar o prado