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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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A Rita yé yé

Letra e música de Alberto Janes
Repertório de Amália Rodrigues 

A Rita do Zé mora ali ao pé
De uma aldeia que é perto de Caneças
E quer ser yé-yé… mas o pai, o Zé
Que não é, e que é de partir cabeças

Diz para a Rita: pensas que és bonita
Mas corto-te a guita e corto-te-a já
Vai para casa, vai lavar a loiça
E ai de ti que eu oiça mais, lá-lá-lá-lá

E a Rita vai, tem medo do pai
Só quando ele sai, como ele não vê
Despreza o conselho que o conselho é velho
Em frente do espelho ensaia o yé-yé

Quem terá razão nesta confusão
Que há na união do Zé e da Rita
E a ideia de tal moda faz andar à roda
O juízo tão preciso lá na aldeia toda

E a pobre Rita, que é pobre e bonita
E que ouviu na fita música de agora
Tem de calar a sua vocação
Não canta a canção que ela quer e chora

Nessa altura o Zé, quando assim a vê
Não sabe porquê, nem o que fazer
Pensa para si: anda gato aqui
Eu já percebi, coisas de mulher

Cá fica a lição p’ra quem a aceitar
Deixem a canção a quem a cantar