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Tia Dolores

Linhares Barbosa / José António Sabrosa *fado tia dolores*
Repertório de Lucília do Carmo

Vi hoje a Tia Diolores
Veio falar-me dos filhos
Cheia dum prazer profundo;
Porque esses seus dois amores
São os únicos atilhos
Que a trazem segura ao mundo

O João é marinheiro
Um rapagão denodado / Que anda sempre a navegar
É um moço prazenteiro

No seu olhar esverdeado / Andam vestígios do mar

De olhos azuis, o segundo
Mais novo do que o João / É um cabeça no ar
Nunca se prendeu ao mundo
Quis ir para a aviação / E leva a vida a voar

Assim, a Tia Dolores
Conta, não escondendo as mágoas / Que a envolvem como um véu
Os olhos dos seus amores
Um é verde côr do mar / Outro, azul da côr do céu


Ela procede aos amanhos
Duma casinha na serra / Aonde espera morrer
Velhinha de olhos castanhos
Castanhos, da côr da serra / Da terra que a viu nascer

Um, tem olhos côr do mar
Outro, olhar azul divino / No céu, no mar, andam escolhos
Eu então fico a pensar
Se a gente segue o destino / Que diz bem á côr dos olhos