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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Marinheiro do amor

Castro Infante / Jorge Fontes
Repertório de António Mourão

Envolvido em nevoeiro
O marinheiro vai pela muralha
Lá vai sózinho, gingando
E assobiando o fado canalha
Procura um barco tratado
É o seu fado, o seu penar
Tem no beliche a guitarra
A que se agarra quando abalar

Perde-se o barco na bruma
Por entre espuma segue o seu rumo
Quando as amarras largou
Para trás deixou barulho e fumo
Saltam as ondas no ar
E o seu ralhar é tão zangado
Há uma guitarra a trinar
A acompanhar um velho fado

Há no carpir dos motores
Gritos e dores de longas rotas
Mas quando por fim voltar
Vêm-no esperar tantas gaivotas
Sem barco, rufião
Lá vai gingão pelo cais fora
Fica por ele a gritar
A voz do mar que canta e chora