- - - - -

- - - - -
Clique na imagem e oiça Fado
- - -
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
- - - - -
As 5.530 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
- - - - -
Use o motor de busca *barra de links* para pesquisa rápida e fácil.

Asas brancas

Afonso de Sousa *inspirado no poema de Almeida Garrett, "As minhas asas"
Intérprete: António Bernardin


Quando era pequenino a desventura
Trazia-me saudoso e triste o rosto
Assim como quem sofre algum desgosto
Assim como quem chora de amargura

Um anjo de asas brancas muito finas
Sabendo-me infeliz mas inocente
Cedeu-me as suas asas pequeninas
Para me ver voar e ser contente

E as asas de criança, meu tesoiro
Ao ver-me assim tão triste, iam ao céu
Tão brancas, tão macias – penas de oiro
Tão leves como a aragem... como eu

Cresci, cresceram culpas juntamente
Já grandes são as mágoas mais pequenas
As asas brancas vão-se... e ficam penas
Não mais subi ao céu, nem fui contente