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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Foi Deus

Alberto Janes
Repertório de Amália

Não sei... não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado de dôr e de pranto
E neste tormento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma, cá dentro se acalma nos versos que canto

Foi Deus que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu oiro ao sol e prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

E pôs estrelas no céu

E fez o espaço sem fim
Deu o luto ás andorinhas

E deu-me esta voz a mim

Se canto, não sei o que canto
Misto de ventura, saudade e ternura e talvez amor
Mas sei que cantando sinto o mesmo quando se tem um desgosto
E o pranto no rosto nos deixa melhor

Foi Deus que deu voz ao vento
Luz ao firmamento, e deu o azul ás ondas do mar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

Fez poeta o rouxinol

Pôs no campo o alecrim
Deu as flores á primavera

E deu-me esta voz, a mim