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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Cais do Sodré II

António Tavares Telles / Rodrigo
Repertório de Rodrigo

Já foi o Cais do Sodré / Dos bares, das prostitutas
Do mercado da Ribeira / Do peixe fresco, das frutas
De quem labuta ao serão / Na indústria da miséria
Da candonga do Japão / Gente má e gente séria

Meu velho Cais do Sodré
Quem te viu e quem te vê

Já foi o Cais do Sodré / D
o sacador, do polícia
Do marinheiro estrangeiro / Da facada e da carícia
Da prostituta esquisita / Que só quer gente de fora
Que ao domingo vai á missa / E é senhora aonde mora

Já foi o Cais do Sodré / Gente de bem, quem diria
Meia de leite ou café / Começo de mais um dia
O cacilheiro a chegar / Com o pessoal que trabalha
Mais uma noite a acabar / Mais um lençol ou mortalha

Já foi o Cais do Sodré / Hoje vai até Belém
Gente má e gente séria / Gente que tem e não tem
Já foi o Cais do Sodré / Da candonga do Japão
O Japão ainda é o mesmo / Mas a candonga é que não