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6.170 LETRAS PUBLICADAS // 2.000.000 VISITAS // DEZEMBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Sinais de cinza

Vasco Graça Moura / José Campos e Sousa
Repertório de António Pinto Basto


No beco abandonado sem horas que distinga
Com letra que se vinga do sange atormentado
Vai inscrevendo o fado na trémula restinga
Do corpo macerado e a pena é uma seringa

Quase em andrajos, nua, no olhar parado,voga
Torpor de asas de droga na palidez da sua
Face de quem se afoga, chupou-lhe o rosto a lua
Sonâmbula flutua e nada aos deuses roga

Tão longe a juventude em cinzas deslembrada
E tão desfigurada, ajude ou desajude
Já não lhe vale de nada, mesmo que a sombra mude
Na sombra se desagrada sem que anjo algum a escude

Menina e moça assim em casa de seus pais
Criada entre alecrim e rosas no jardim
Levaram-na os sinais das luzes irreais
Agora é quase o fim, que a vida estava a mais