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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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O mesmo fado

José Luís Gordo e Mário Raínho / José António Sabrosa *fado anadia*
Rpertório de António José Zambujo

Disseste, vem ver a lua
Eu debrucei-me à janela
Confesso na minha rua
Nunca vi coisa mais bela

Ganhamos a madrugada / Como um barco ganha ao mar
Somos por tudo e por nada / Esta forma de gostar

Quando o sol rasga a manhã / E tráz na boca um sorriso
Nós sabemos que amanhã / Nada mais nos é preciso

Ao fim da tarde o poente / Num comprimisso calado
Diz que somos outra gente / Mas somos o mesmo fado