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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Eu lembro-me de ti, Lisboa

Hélder Moutinho / Alfredo Duarte *alexandrino, lembro-me de ti* 
Repertório de Hélder Moutinho 

Quando te vejo nascer nas asas da madrugada
Dos ecos da solidão nos ombros da noite escura
Vejo o teu amanhecer numa estrada iluminada
E sinto o meu coração, e sinto a tua ternura

Quando te vejo sorrir como se fosses antiga
Ou talvez uma andorinha cansada de ver o mar
Vejo o teu olhar surgir nos braços duma cantiga
Cantiga que se avizinha aos cantos do meu cantar

Quando te vejo partir como se fosses princesa
Vestida de noite escura, despida de solidão
Vejo a saudade a florir no jardim da incerteza
E sinto a tua ternura, e sinto o teu coração

Lisboa das madrugadas, gaivota dos meus amores
Avenida da saudade, terreiro da minha paixão
Janelas enfeitiçadas enfeitadas com mil flores
E sinto a tua verdade, e sinto o teu coração