*FESTA DA ALDEIA*
António Lopes Ribeiro / Joao VillaretPoema declamado por João Villaret
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim p'lo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Vai passando a procissão
Mesmo na frente, marchando a compasso
De fardas novas, vem o solidó
Quando o regente lhe acena c'o braço
Logo o trombone faz popopó, popó, popó
Olha os bombeiros, tão bem alinhados
Que se houver fogo vai tudo num fole
Trazem ao ombro brilhantes machados
E os capacetes rebrilham ao sol
Olha os irmãos da nossa confraria
Muito solenes nas opas vermelhas
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas
Ai, que bonitos que vão os anjinhos
Com que cuidado os vestiram em casa
Um deles leva a coroa de espinhos
E o mais pequeno perdeu uma asa
Pelas janelas, as mães e as filhas
As colchas ricas, formando troféu
E os lindos rostos, por trás das mantilhas
Parecem anjos que vieram do céu
Com o calor, o Prior vai aflito
E o povo ajoelha ao passar o andor
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de nosso senhor
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim pelo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Já passou a procissão
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim p'lo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Vai passando a procissão
Mesmo na frente, marchando a compasso
De fardas novas, vem o solidó
Quando o regente lhe acena c'o braço
Logo o trombone faz popopó, popó, popó
Olha os bombeiros, tão bem alinhados
Que se houver fogo vai tudo num fole
Trazem ao ombro brilhantes machados
E os capacetes rebrilham ao sol
Olha os irmãos da nossa confraria
Muito solenes nas opas vermelhas
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas
Ai, que bonitos que vão os anjinhos
Com que cuidado os vestiram em casa
Um deles leva a coroa de espinhos
E o mais pequeno perdeu uma asa
Pelas janelas, as mães e as filhas
As colchas ricas, formando troféu
E os lindos rostos, por trás das mantilhas
Parecem anjos que vieram do céu
Com o calor, o Prior vai aflito
E o povo ajoelha ao passar o andor
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de nosso senhor
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim pelo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Já passou a procissão