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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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A ultima fragata

João Dias / António Chainho
Repertório de Rodrigo

Aquela velha fragata
Abandonada no cais
É imagem que retrata

Algo que não volta mais;
Tão velha como o arrais

Que a contempla entristecido
E á noite, chora no cais

Saudades do rio perdido

Velha fragata

Que o tempo mata, presa no cais
Já não te vejo

Enfeitar o Tejo com teu arrais
As tuas velas

Outrora belas cheias de vento
Pareciam aves

Em voos suaves, rasgando o tempo

Ao sol, á chuva e ao frio
Tempestades e infernos
Na rude faina do rio

Lutaram setenta invernos
Sem reforma que os sustente

No pior dos temporais
Vão morrendo lentamente

A fragata e o arrais